Mulheres: encontrar um namorado está difícil?

Segundo Leal, boate não é o melhor lugar para encontrar namorado (Foto: Reprodução Internet)
Segundo Leal, boate não é o melhor lugar para encontrar namorado (Foto: Reprodução Internet)

A coach de relacionamentos Suzana Leal disse ao Portal O Rio que para encontrar um namorado é preciso fugir de lugares óbvios como barzinhos e boates, onde as pessoas só “ficam” e muitas vezes nem se telefonam, mandam SMS ou WhatsApp no dia seguinte. Segundo Leal, há lugares ideais para encontrar um par que queira um relacionamento mais sério. E, para facilitar, a coach de relacionamentos listou algumas sugestões – que independem de idade, nacionalidade e religião porque “o comportamento da mulher mudou e suas expectativas também mudaram” – e disse por que cada uma delas são boas opções para esse encontro.

  • Teatro infantil – têm vários pais separados. A dica é pedir emprestado um sobrinho ou afilhado e puxar papo com aquele pai gato que está às voltas com o filho durante a peça, se mostrando solícita.
  • Exposição em museu – sempre tem os solitários que curtem apreciar uma obra arte. Vale puxar assunto comentando a obra (se conhecê-la bem, lógico!), ou perguntando algum detalhe, dizendo que ele parece entender bem.
  • Café – longe das bebidas alcoólicas e do clima de boemia, um café é um bom local para relaxar e puxar um assunto interessante de interesse comum.
  • Livraria – essa dica é tirada dos filmes americanos. Conversar sobre um bom livro ou dar aquela esbarrada clássica pode ser um ótimo começo.
  • Curso de línguas, informática ou extensão – sempre é válido aprender uma coisa nova, mesmo depois de formado e de quebra você conhece pessoas novas, que podem se tornar amigos ou algo mais. Essa é uma das melhores escolhas, mas dá tempo de conhecer alguém mais profundamente e ver se vale ou não investir. Além disso, se nada acontecer, você acumula aprendizado.
  • Torcidas de jogos – todos estão animados torcendo pelo mesmo time. Durante a emoção de mais um ponto, dar aquele sorriso ou olhada para o gato, como quem comemora por telepatia, pode ser um pontapé inicial para um algo mais.
  • Um congresso fora da cidade em que mora – se for sobre um assunto que tenha a ver com a sua área, pode ser uma opção para conhecer pessoas e dividir experiências.
  • Fazer uma excursão com um grupo de esqui no Chile ou na Argentina – um friozinho é sempre o clima ideal para romance. Você pode pedir ajuda para aquele gato na hora de ensaiar os primeiros passos no esqui. Mas tem que ter bom humor na hora dos escorregões. Eles adoram bom humor e aquela gargalhada divertida de quem aproveita os bons momentos.
  • Fazer uma viagem no fim do ano de navio – nessas viagens sempre existem famílias grandes com casais, amigos, e, claro, solteiros. Um romance estilo Titanic pode acontecer entre uma conversa e outra.
  • Se dedicar a um trabalho assistencial num hospital ou numa instituição pública – interesses em comum sempre despertam uma amizade, um bate-papo, uma admiração…

Leal ainda respondeu aos questionamentos do Portal O Rio sobre o assunto:

Muitas mulheres reclamam da dificuldade em encontrar um namorado. O que você tem a dizer sobre isso?

Acredito que muitas procuram nos lugares errados. Boate, barzinho foram feitos para pegação na concepção do homem. Aplicativos e sites de relacionamentos até funcionam para alguns casais, mas é preciso tomar cuidado e bancar a difícil também. No desespero para encontrar um homem para chamar de seu, as mulheres já encontram o “carinha” e partem para um super beijo antes dos cumprimentos sociais. Não sou careta, dizendo que não pode rolar um clima de cara. Mas se os homens notam o desespero, ficam com medo e caem fora. E quando notam muitas mulheres desesperadas, aproveitam a “Lei da Oferta e da Procura”. Para que namorar se podem ter todas? Enfim, por isso, é que sugiro lugares diferentes como os da lista para encontrar alguém com objetivos mais sérios. Nesses lugares, ninguém está com o objetivo de pegar ninguém. Os olhares e conversas fluem naturalmente e quando ele vê já foi laçado.

É comum que jovens saiam para noitada. Por que este não é um bom ambiente?

Não digo que não seja um bom ambiente, mas a proposta da boate não é engatar num relacionamento. Até conheço casais que se conheceram na boate. Mas a questão é que a meta de quem vai para a boate é pegação, é contabilizar quantas “pegou” naquela noite e não “conhecer um parceiro para a vida toda”. Muita bebida, som alto, excesso de gente. Esses detalhes tornam muito difícil a escolha por interesses comuns ou uma conversa mais profunda. Na boate, a escolha do paquera acontece apenas pelas características físicas e nuanças de movimentos que chamem atenção do outro. Para engatar num relacionamento mais sério, é preciso encantar-se pelo que a pessoa é também, não apenas pelo que parece.

Há algum número para apontarmos o quanto pode dar mais errado que certo, ou vice versa se for o caso, “ficar” com alguém em barzinho ou boate e depois namorar/casar?

Todos sabemos que a noite e as nights com seus barzinhos e lugares da moda são um prato cheio para “pagar paixão”, como eles, falam e acabando o fogo dificilmente vai adiante. Hoje a mulher não é criada para casar e sim para ser livre financeira e amorosamente… Um fato relevante é que a mulher está casando já na faixa dos trinta e muitos e sendo mães já na casa dos quarenta…É logico, que existem casos, mas caríssimas exceções.

Há também casos em que as mulheres é que não quererem ter um relacionamento mais duradouro. Há alguma explicação, segundo sua linha de pesquisa?

O mundo está em evolução cultural e sociológica… O amor entrou também nessa ebulição. As mulheres estão preocupadas com sua atuação profissional e sucesso financeiro e deixando as expectativas de uma união mais estável ou o casamento para última opção. Antes era uma meta das mulheres e uma obrigação: casar antes dos trinta. Hoje está descartado e até acham que um possível casamento pode atrapalhar a carreira.

É bem verdade que não existe um lugar certo para encontrar um grande amor. Ele pode estar em qualquer lugar. Mas se ainda assim há dificuldades nesse encontro, que tal seguir a dica da coach de relacionamento?

About Bianca Garcia

Co-fundadora do Portal O Rio, Bianca Garcia administra, edita e produz conteúdo para o site e para as redes sociais. Com experiência em jornal impresso e mídia social, a jornalista formada pela FACHA é também graduanda de Letras/Literatura pela UFF e pós-graduanda em Gestão Estratégica da Comunicação pelo IGEC.

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