Tunga: sob a luz de dois mundos

Tunga
Tunga (Foto: Reprodução Internet)

A Arte Brasileira está de luto desde o dia 06 de junho, dia em que faleceu, vítima de um câncer, o artista plástico Tunga, de 64 anos. Pernambucano, mas radicado no Rio, foi um dos artistas mais emblemáticos do cenário brasileiro e um dos mais aclamados no exterior.

Escultor, performer, escritor, Tunga foi o primeiro representante da arte contemporânea brasileira a expor no Museu do Louvre em Paris (a arte contemporânea é compreendida como toda arte produzida a partir dos meados do século XX até os dias atuais).

Sua produção desde os anos 1970 se destacava pelo uso e junção de materiais inusitados e organizados de forma autêntica, seja em esculturas e instalações e outras formas de arte. Sua trajetória artística foi marcada por esta singularidade e também pela sua poética transgressora.

Ele costumava focar sua produção final na poesia e não na especialidade técnica. Sempre aberto para novas experiências com o uso de novos materiais e temas, dificilmente era encaixado em estilos e comparado com outros artistas.

Vida e Obra
Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, era filho do jornalista e poeta Gerardo Mello Mourão e de Léa de Barros (imortalizada em uma das telas de Guignard), costumava contar que nasceu em Palmares, tendo se mudado paro o Rio ainda criança onde descobriu o amor pela escultura e, onde mais tarde, iria se consagrar como artista, mas brincava que esta podia ser mais uma de suas histórias.

Aos 22 anos de idade, já fazia sua primeira exposição individual no MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro). De lá pra cá, participou de inúmeras exposições e projetos que se expandiram pelo o mundo afora.

Ora na escultura , ora na performance, ora na síntese de várias técnicas, ele se colocava a disposição da arte e da eterna busca à reflexão.

Tunga tinha também como característica inserir o corpo humano no objeto artístico e como ele costumava afirmar: “Fazer arte é juntar coisas”, justificava com esta afirmativa que dessa junção de elementos aparentemente sem conexão algo novo se revelaria, como na poesia.

Lutando contra a doença, Tunga estava internado desde o dia 12 de maio no hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio.

A arte brasileira está de luto.

O artista se vai, mas o seu legado é eterno.

Quem quiser conhecer mais sobre a vida e obra do artista, acesse aqui.
Outra maneira de conhecer a produção de Tunga é visitando o Instituto Inhotim em Brumadinho/MG.

About Artes

Músico, artista visual e produtor, Christian Pierini faz uma reflexão sobre a arte e entretenimento no Brasil e no mundo.

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