O cinema de espetáculo e a arte de me irritar

Explosões, takes vertiginosos, ação desenfreada e efeitos especiais em níveis cavalares. Tudo isso com um roteiro fraco de fundo, uma história rasa como um pires e atores medíocres. Está feita a fórmula do cinema de espetáculo e, consequentemente, a minha irritação.

Faz bastante tempo que o cinema deixou de ser arte e virou negócio. Logo, como todo negócio que se preze, passou a visar lucro. Tão e somente o maldito lucro. Pois bem, dado esse fato, criou-se o cinema de espetáculo e a arte foi cada dia mais deixada de lado. Filmes mais artísticos, focados no bom desenvolvimento dos personagens, na densidade do roteiro e na sutileza de detalhes logo passaram a ser cults, perdendo espaço para os malditos green walls e seus falsos heróis.

Em todo esse processo, o mais preocupante é a pobreza crítica do público, que cresce em proporções industriais. Cada dia mais o público endeusa filmes como “Velozes e Furiosos” e torce o nariz para obras como a “Garota Dinamarquesa”. E pasmem, até com filmes de ação mas que tenham uma pegada mais artística e efeitos menos computadorizados como o novo “Mad Max”, o público critica. Comentários como “história maluca” e “filme sem enredo” (!!!) foram recorrentes e chegaram a me dar ânsia.

Mas não me entendam mal, eu nada tenho contra o entretenimento puro e simples que o cinema pode proporcionar. Mas preservar a arte é preciso, pelo bem de nosso intelecto.

About De olho na 7ª arte

Jonathan Miranda é carioca, mas não gosta de praia e ama frio. Criador e gestor do portal PlayStorm, jornalista por formação, amante da 7ª arte e apavorado por estar chegando aos 30 anos.

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