A era dos filmes de heróis

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Heróis (Foto: Reprodução Internet)

Hollywood vive normalmente “eras temáticas”. Já tivemos a era dos épicos, a era dos filmes de guerra e até dos filmes sci-fi. Hoje em dia estamos diante da era dos filmes de herói. Nunca se viu tantos personagens de quadrinhos na grande tela. E depois de um começo bastante medonho com filmes pra lá de duvidosos, estamos chegando finalmente ao ponto mais alto desse ciclo.

O começo de todo esse sucesso se deu com a primeira trilogia dos X-Men. Capitaneados por Hugh Jackman na pele de Wolverine, vimos três filmes insossos, com pouquíssimo respeito a mídia original e com um terceiro filme particularmente pavoroso. Mas tudo tem que começar de algum lugar não é mesmo? Foi grande sucesso de bilheteria e abriu os olhos dos grandes estúdios para o universo das Hqs. Porém, o salto de qualidade definitivo viria quando a Marvel colocasse a mão na massa para produzir seus próprios filmes. Tudo bem, vá lá que a Fox acertou com o segundo filme do Homem Aranha com Tobey Maguire e a Marvel tenha começado muito errado com Iron Man e Thor, mas como já disse: o importante é começar.

O sucesso de crítica demorou mas veio. Tendo como primeiro expoente de “filme de herói nível Oscar” Batman: O Cavaleiro das Trevas. Com uma atuação brilhante do finado Heath Ledger e uma direção quase perfeita de Christopher Nolan, o filme merece todos os elogios que recebeu. A partir disso, passaram a existir dois focos: os filmes “para toda a família”, lotados de efeitos especiais, atuações medianas e piadas constantes (Vingadores 1 e 2, Iron Man 2) e filmes focados na fidelidade das obras originais, que tentam colocar um roteiro mais sério, denso e coeso (Man of Steel, Capitão América 2 e o já citado Batman). E isso só trouxe benefícios para a indústria, pois ambos agradam crítica e público, primando pela qualidade independente do viés.

Estamos no auge dessa nova era e ainda temos grandes filmes para serem lançados. Tenho certeza que sairão algumas bombas no meio de tantos filmes, mas é normal. Só peço que não estraguem (mais uma vez) o Homem Aranha e deem um filme digno ao Pantera Negra. O que vier do resto é lucro.

About De olho na 7ª arte

Jonathan Miranda é carioca, mas não gosta de praia e ama frio. Criador e gestor do portal PlayStorm, jornalista por formação, amante da 7ª arte e apavorado por estar chegando aos 30 anos.

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