Rocky, Creed e o fim de um ciclo

Em “Creed” vemos o filho de Apollo Creed (interpretado pelo talentoso Michael B. Jordan) sendo treinado por Rocky (Foto: Reprodução Internet)
Em “Creed” vemos o filho de Apollo Creed (interpretado pelo talentoso Michael B. Jordan) sendo treinado por Rocky (Foto: Reprodução Internet)

Nos últimos meses vocês, fanáticos por cinema como eu, devem ter acompanhado o teaser e mais recentemente o trailer de “Creed”, um spin-off da saga Rocky Balboa. Nele, vemos o filho de Apollo Creed (interpretado pelo talentoso Michael B. Jordan) sendo treinado por Rocky. Quem acompanha a saga do boxeador mais famoso do cinema sabe que a história contada vai muito além de uma biografia de um desportista. É uma história de superação, redenção, vitórias e derrotas na vida, dentro e fora do ringue. Uma das maiores e mais bonitas sagas dramáticas do cinema, com cenas memoráveis.

Pelo trailer de “Creed”, podemos ver que Stallone (produtor e mais uma vez dando vida a Rocky) quer fechar um ciclo, um arco temporal. Várias cenas icônicas do primeiro filme da saga (Rocky Balboa – 1976) são repetidas nesse, só que dessa vez com Rocky no papel de mentor, de treinador e sobre tudo de pai. Sim, o pai que tira o garoto/jovem sem esperanças de um caminho que parecia sem volta. Assim como Mickey tirou Rocky da vida na mafia, Rocky tira o jovem Creed (que nem chegou a conhecer o pai e viveu às turras com a mãe, fugiu de casa, entrando para o crime) desse caminho. E nada mais justo do que passar adiante tudo que ele aprendeu quando era mais novo. Estão lá as cenas da galinha, da corrida na rua da feira do subúrbio da Filadélfia e muitas outras referências. Quem gosta dessa saga, assim como eu gosto, se emociona só de assistir o trailer.

Rocky sempre buscou alguém para passar tudo de bom que aprendeu no boxe. E isso nada tem a ver com técnica, com movimentação de pés e socos. O boxe trouxe ao Rocky a esperança, os sonhos de volta. Ele viu que poderia ser alguém e o melhor, mostrou que ele poderia ter alguém por quem lutar. Enfrentar seu próprios medos e bater na sua própria sombra, pois seu maior inimigo é o fantasma que vive dentro de você. E parece que finalmente ele achou alguém que entende exatamente o que isso significa.

Pelo que li sobre, parece que esse será o último filme que o Garanhão Italiano aparecerá. O fim do ciclo, o fim de uma era. Vai ser uma pancada e tanto, mas nada que nós fãs não estejamos acostumados, afinal foi ele mesmo que nos ensinou que não se trata do quão forte nós conseguimos bater e sim do quanto nós podemos apanhar e levantar de novo.

About De olho na 7ª arte

Jonathan Miranda é carioca, mas não gosta de praia e ama frio. Criador e gestor do portal PlayStorm, jornalista por formação, amante da 7ª arte e apavorado por estar chegando aos 30 anos.

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