Velozes e Furiosos. O errado sou eu?

Semana passada estreou o sétimo (!!!) filme da franquia Velozes e Furiosos. Sim, aquela franquia que lançou Vin Diesel no mundo dos filmes de ação e ao estrelato o até então desconhecido (e finado) Paul Walker. E mesmo sendo o sétimo filme de uma franquia que é ruim desde o seu começo, o filme bateu recorde de bilheteria em sua estreia. Como?

Velozes e Furiosos pegou carona na moda do tunning, os carros modificados. Na mesma época foi lançado um game chamado “Need for Speed Underground”, que tinha como cerne corridas ilegais de rua com carros tunados, mostrando mesmo que por alto esse sub-mundo. Juntou-se a isso algumas publicações em revistas especializadas em carros, onde destacavam justamente esse mundo de corridas de rua. Pronto, estava feito o pano de fundo para o filme.

O sucesso foi imediato. A garotada que jogava o game entendia o filme quase como uma adaptação do que eles viam nas lan houses. Mesmo o filme sendo bem ruim tecnicamente, com atuações bem abaixo da média e produção no máximo ok, pouco importava. Até esse ponto eu entendo o sucesso. Mas como tudo em Hollywood que rende grana, o filme virou uma franquia. Vieram sete (!!!) filmes e cada vez mais o sentido da história e a lógica dos acontecimentos foram deixados de lado. Tudo sem pé nem cabeça, com ambientações sem nenhum sentido e sucessivas atuações ruins. Porém, o mais impressionante é que a franquia continua rentável até hoje, o que considero um dos acontecimentos mais sem explicação da história da sétima arte. Não me lembro de nenhum caso de franquia tão extensa e rentável ao mesmo tempo. Normalmente, a relação custo x renda do filme começa a cair já em sua sequência, ficando impossível de ser sustentado no terceiro filme. Ainda mais se tratando desse caso em específico, onde a temática do filme era oportuna somente na época do primeiro e no máximo segundo filme.

Analisando tudo isso me veio uma dúvida: Ou eu não entendo absolutamente nada de cinema ou o senso crítico do público nunca esteve tão baixo.

Sinceramente? Gostaria de acreditar na primeira hipótese.

About De olho na 7ª arte

Jonathan Miranda é carioca, mas não gosta de praia e ama frio. Criador e gestor do portal PlayStorm, jornalista por formação, amante da 7ª arte e apavorado por estar chegando aos 30 anos.

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