26 de abril: Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial serve como alerta para os riscos e consequências desta doença que já afeta um terço da população mundial e cerca de 25% da população adulta brasileira, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Esta mesma pesquisa aponta o Rio de Janeiro como campeão em proporção de hipertensos com aproximadamente 28% de casos. O estilo de vida cada vez mais corrido, aliado à obesidade, tabagismo, sedentarismo, maus hábitos alimentares, consumo exagerado de sal, pressão no trabalho e no dia a dia estão dentre os principais fatores de risco que vêm aumentando a incidência de hipertensão, que apresenta um índice maior entre as mulheres (27,2%), os obesos (40%), os diabéticos (30%), os negros (30%) e os idosos (50%).

Esta mesma pesquisa aponta o Rio de Janeiro como campeão em proporção de hipertensos com aproximadamente 28% de casos. No entanto, um levantamento realizado pelo Centro de Medicina Nuclear da Guanabara (CMNG) constatou que houve, em 2014, uma queda na taxa de hipertensão, pelo menos entre o público executivo. O estudo foi realizado com aproximadamente 1.600 executivos que passaram por um check-up, no Rio, entre janeiro e dezembro de 2014, e constatou que 19,02% dos executivos apresentaram alteração na pressão. O levantamento ainda constatou que entre o público feminino a taxa ficou em 11,9%, menor do que entre os homens que apresentaram índice de 22,6%, e inverso ao índice nacional que mostra o número de hipertensos maior entre as mulheres (27,2%) que entre os homens (21,2%).

CUIDADOS COM A SAÚDE
O diretor do Centro Check-Up do CMNG e clínico geral, Eduardo Duarte, afirma que “o cenário é resultado, na maioria das vezes, da rotina do dia a dia que impede a pessoa de cuidar melhor de sua saúde, aderindo, por exemplo, a uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas”.

Caracterizada pela presença de pressão arterial superior ou igual a 14 por 9, a doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para que ocorra a circulação do sangue pelo corpo, que pode ser modificada pela variação do volume do sangue que sai do coração, da resistência encontrada para circular, da frequência cardíaca, e da elasticidade dos vasos. Por se tratar de uma doença “silenciosa”, ou seja, sem sintomas aparentes, ou tão sutis que se tornam imperceptíveis, a hipertensão pode acabar progredindo sem ser notada até a fase avançada, quando já apresenta danos ao organismo. É essa ausência de sintomas o fator mais preocupante dessa enfermidade e o que deve servir de alerta para estimular a procura de um médico.

“Erroneamente as pessoas acreditam que é possível reconhecer se a pressão arterial está alterada através de indícios, como dor de cabeça, cansaço, dor no pescoço, dor nos olhos, sensação de peso nas pernas ou palpitações, o que não deve ser usado como único parâmetro. Não há maneira de avaliar a pressão arterial sem ser através da aferição por esfigmomanômetro, popularmente conhecido como ‘aparelho de pressão'”, alerta Duarte.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico eficiente deve ser feito a partir do relato de episódios em que a pressão arterial tenha se elevado entre três e seis vezes, em dias diferentes e com intervalo maior que um mês entre a primeira e última medição. E caso seja apresentado o frequente aumento da pressão por vários dias e períodos, o paciente pode ser considerado hipertenso e deve procurar o tratamento adequado.

Quando não tratada, a hipertensão pode se agravar e acarretar problemas de saúde, como hemorragia e encefalopatia hipertensiva, acidente vascular cerebral (derrame cerebral), infarto do miocárdio, angina, arritmias, insuficiência cardíaca, entupimentos e obstruções das artérias carótidas, aneurisma de aorta, doença vascular periférica dos membros inferiores, aumento do coração, retinopatia (redução da visão) e insuficiência renal.

Duarte ressalta que a visita ao seu médico assistente ou realização de check up de rotina ajuda na prevenção e na descoberta de alterações. “A realização de exames preventivos é uma ferramenta para combater tanto a hipertensão como a outras doenças, e o surgimento de novas doenças em consequência de outras pré-existentes. Os resultados dos exames podem mostrar para o paciente a necessidade de mudar o comportamento adotado até então”.

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