O sucesso inexplicável

Durante todo esse tempo que passei a acompanhar cinema de forma mais crítica e analista, notei que muitos (muitos mesmo!) atores e atrizes com atuações normais e até duvidosas receberam (e ainda recebem) enorme destaque, sempre sendo chamados para casts e blockbusters. Ai me veio a pergunta: Por quê?

Existem casos e casos. Alguns atores fazem sucesso com o público feminino, assim como algumas atrizes com o público masculino. Outros são queridinhos de alguns diretores e produtores. Há também os casos que nem Freud explica. Fiz uma pequena lista de atores e atrizes que, sei lá por que cargas d’água, estão sempre em cartaz.

Megan Fox – A musa dos primeiros filmes da série “Transformers” nunca justificou o número de vezes que foi selecionada para estrelar blockbusters. Sempre faz o mesmíssimo papel: Ser a gostosona do longa. Tudo bem, ela realmente é uma mulher bonita, mas é preciso muito mais que isso para ser boa atriz.

Ryan Reynolds – Um dos casos inexplicáveis. Péssima expressão facial, absolutamente nenhuma emoção em cena e filmes e filmes “enterrados” no currículo. Desde Lanterna Verde até as comédias românticas “água com açúcar”, ele não convence em nenhum momento. Pavoroso.

Shia Labeouf – O queridinho de Michael Bay e astro da série “Transformers” repete o nível de atuação de sua companheira Megan Fox. Insosso, pra dizer o mínimo. E essa limitação técnica fica ainda mais evidente quando ele atua ao lado de grandes atores como Harisson Ford em “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (mesmo o filme sendo péssimo) ou Michael Douglas em “Wall Street- O dinheiro nunca dorme”.

Dwayne Johnson – O ex-wrestler que atendia pela alcunha de “The Rock” bem que se esforça e, sendo justo, melhorou bastante desde sua primeira aparição na grande tela. Porém ainda continua um canastrão de marca maior. E o pior: Normalmente atua ao lado de outros canastrões, como Vin Diesel em “Velozes e Furiosos”, o que torna tudo ainda mais lamentável. A cena de luta dos dois no filme da franquia que se passa no Rio de Janeiro é de uma qualidade tão baixa que chega a assustar. Mas, obviamente, o grandalhão é figurinha carimbada em blockbusters por conta do físico avantajado.

Taylor Lautner – O lobisomen da série infanto-juvenil “Crepúsculo” repetiu, nas obras subsequentes o mesmo nível de atuação, bem abaixo do aceitável. Pouca emoção nas cenas, quase nula expressão facial e interpretações desmedidas estão no currículo do rapaz. E olha que ele atua desde bem novo, como por exemplo em “Doze é demais 2”, comédia familiar estrelada por Steve Martin. Eu penso que se o rapaz não aprendeu a atuar até agora, não aprende mais.

Kristen Stewart – Essa pra mim é a personificação da má atuação. Tudo de pior em termos de atuação nos últimos anos pode ser visto em seu “trabalho” na saga Crepúsculo e no filme “Branca de Neve e o Caçador”, onde ela (pasmem!) consegue ser suplantada por Chris Hemsworth, o Thor de “Os Vingadores”. Este, ao contrário de nossa amiga Kristen, vem melhorando a cada filme e passou impune a essa lista.

*Foto Capa: Reprodução Internet

About De olho na 7ª arte

Jonathan Miranda é carioca, mas não gosta de praia e ama frio. Criador e gestor do portal PlayStorm, jornalista por formação, amante da 7ª arte e apavorado por estar chegando aos 30 anos.

Check Also

Surrealismo de Luis Buñuel é tema de mostra na Caixa Cultural 

A mostra Luis Buñuel – Vida e obra mostra todas as potencialidades da obra do …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.