Número de casos de dengue cresce em todo o país; Sudeste está em alerta

Com casos de dengue cada vez mais frequentes e números alarmantes – como os últimos divulgados pelo Ministério da Saúde que apontaram para o aumento de 140 mil casos quando comparados com o mesmo período de 2014 – é preciso insistir na conscientização, já que estes números ainda podem aumentar com a chegada do outono. Segundo Rogério Catharino Fernandez, presidente da Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas (ABCVP), pode haver epidemia pós-verão. “Normalmente quando há circulação do vírus em níveis maiores no verão, associados às condições de maior proliferação por causa das chuvas comuns desta época, há uma grande possibilidade do vírus circular também após o verão. E se este vírus for novo ou estiver ressurgindo, ele vai contaminar mais pessoas, já que elas não estarão imunes, o que sugere um panorama de epidemia pós-verão”, explicou.

OS NÚMEROS

Alguns dos motivos para o aumento de 85 mil casos em 2014 para 225 mil em 2015 são a mudança no armazenamento de água por causa da crise hídrica e a presença do vírus em cidades que ainda não tinham tido manifestação, como o Acre, por exemplo.

As capitais do Sudeste estão em estado de alerta. Dos 566 municípios analisados, mais da metade está em alerta e 54 estão em risco. Apesar do aumento no número de casos, houve redução de quase 10% no número de casos graves e de 32% no caso das mortes. São Paulo teve 123.738 casos confirmados (o ano passado foram pouco mais de 15 mil) e no Rio de Janeiro, os casos dobraram, principalmente em cidades periféricas. Estes dados são recentes e foram divulgados no último dia 12 pelo Ministério da Saúde.

FIM DO PROBLEMA

Há anos o Brasil vive neste combate à dengue, mas a situação se repete anualmente com a divulgação de números alarmantes pelo governo e nada de fim total ao mosquito transmissor do vírus. Para o presidente da ABCVP, algumas situações devem ser tomadas concomitantemente. “Dentre estas há algumas com necessidades fundamentais, tais como a questão da conscientização de medidas preventivas na proliferação desta praga pela população, de forma contínua e em todas as faixas etárias, fundamentalmente no público infantil e com idade escolar. Este público conscientizado será um futuro igualmente conscientizado”, disse Fernandez, que continuou: “É preciso atuação do poder público no controle do inseto adulto e de sua fase larval em vias públicas, assim como o mesmo tipo de controle das fases do mosquito que agora é feito por empresas profissionais de controle de pragas e vetores em área privadas, de tal forma que se consiga atuar de forma global na área urbana, maximizando os resultados de controle. Além disso, uma contínua vigilância epidemiológica, monitorando e acompanhando o nível de infestação do mosquito no complexo urbano e a tomada de ação imediata objetivando estancar o aumento desta praga”.

NOVIDADE

Além das formas de prevenção já disseminadas e bastante conhecidas, Fernandez contou sobre uma alternativa para reduzir a quantidade de mosquitos. “Já existem algumas pesquisas sobre a produção em alta escala e soltura de um ‘mosquito transgênico’, onde este mosquito irá copular com outros mosquitos convencionais no ambiente urbano e sua prole não conseguirá chegar à fase adulta e/ou realizar posturas viáveis de uma outra geração de  mosquitos. Esta é uma das soluções para reduzir a população de mosquitos transmissores da dengue que ainda estão em testes e análise”, concluiu o presidente da ABCVP.

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