Intercâmbio cai no gosto da classe C e Central de Intercâmbio foca atenção

A classe C no Brasil, formada por pessoas que ganham por mês entre R$ 2.900,00 e R$ 7.249,99, já adota novos hábitos de vida há algum tempo. E um dos itens que ganham cada vez mais força entre as famílias que compõem essa faixa da sociedade é o estudo no exterior. Esse serviço, antes dominado pelas classes A e B, atualmente, abre espaço para jovens da classe C, que já respondem por até 20% das vendas, conforme dados da Central de Intercâmbio (CI), uma das maiores empresas de intercâmbio e turismo jovem do país.

O motivo para esse movimento é simples: os pais entendem que com um estudo melhor para seus filhos e uma segunda língua fluente eles passam a ter condições de concorrer a melhores posições no mercado de trabalho e, consequentemente, a ganhar mais. Essa é a explicação de Celso Garcia, um dos sócios-diretores da CI, ​que há alguns anos investe na ampliação desse mercado e, agora, vê a democratização do intercâmbio uma realidade. “Aliado a isso, há possibilidades de financiamento em até 24 vezes, com parcelas atraentes”.

De acordo com dados do Serasa Experian, a classe C atualmente é formada por 54% da população, ou seja, algo em torno de 108 milhões de brasileiros. Essa parcela da sociedade movimenta 58% do crédito no país, conforme levantamento de 2013. E a expectativa é bem positiva. De acordo com a entidade, até 2023, esse nicho da população deve representar 58%, chegando a 125 milhões de pessoas. “O mercado de intercâmbio está em ebulição e esse crescimento será fundamental para a manutenção do crescimento”, diz Garcia.

É com esse cenário que a CI trabalha e que influenciou o crescimento de 20% no seu faturamento em 2014. Além disso, a empresa foca na expansão de sua rede de lojas em cidades que demonstram grande incidência dessa faixa da sociedade e que está apta a consumir o produto intercâmbio, o qual pode ser um curso de idiomas, high school, trabalho voluntário ou viagem de experiências. “Essa parcela das pessoas enxerga no emprego o caminho da estabilidade e isso passa pela segunda língua”, diz.

Ainda conforme os dados do Serasa Experian, a classe C no Brasil tem em média 40,4 anos de idade e a maioria é solteira. “Há muita gente querendo estudar fora. Queremos atender esse grupo”, finaliza Garcia.

PRESENÇA NO SUL FLUMINENSE

O Rio de Janeiro também faz parte da expansão interiorana da CI. Escolhida por sua localização estratégica e mercado promissor, Volta Redonda pertence a um dos principais polos industriais e é integrada às demais cidades do Sul Fluminense. A região tem forte influência nas demandas de intercâmbio da classe C pelo estado. O objetivo deste público é ter currículo mais competitivo. “A CI está presente em todas as fases do processo, desde a adequação dos ideais e sonhos de quem pretende fazer um intercâmbio até seu retorno. Esse é o diferencial transmite segurança e o resultado é positivo”, comenta a diretora da unidade CI Volta Redonda, Kely Alves.

Para os estudantes, a viagem internacional permite agilidade na educação, além de fornecer bagagem multidisciplinar. A iniciativa é mais um sintoma da mudança de comportamento dos jovens da classe média brasileira. Investir em conhecimento ajuda a alavancar a carreira e conseguir boas posições no mercado de trabalho. A maioria tem nível superior completo ou está em fase de conclusão e costuma ser o primeiro membro da família a realizar o sonho de uma experiência internacional.

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