Excesso de atividade física pode causar incontinência urinária

Corrida é uma das práticas esportivas que podem causar incontinência urinária nas mulheres
Corrida é uma das práticas esportivas que podem causar incontinência urinária nas mulheres

Atletismo, ginástica olímpica, artes marciais, fisiculturismo, equitação, levantamento de peso (halterofilismo), vôlei, basquete, futebol, handebol, tênis, jumping e corrida. Essas são algumas das práticas esportivas que podem causar incontinência urinária nas mulheres, segundo Cristiane Lima Pinheiro, fisioterapeuta especialista em Uroginecologia e diretora da Clinica By Care. A explicação é simples: “Muitos autores acreditam que as mulheres possuem um ‘limiar de continência’ que corresponde à quantidade e o tempo que os músculos do períneo suportam esforços e impactos repetitivos. Se esse ‘limiar’ é excedido, esses músculos ficam fadigados e perdem sua eficiência, principalmente se estes não estiverem sido preparados para essas condições”. Pinheiro explica ainda que o esforço constante e prolongado compromete o mecanismo de continência e a hipótese para tal fato é que algumas atividades esportivas levam ao frequente aumento da pressão intra-abdominal, podendo levar à fadiga e/ou ao dano das estruturas musculares e conectivas do assoalho pélvico.

Para facilitar, pensemos em um exemplo na prática. De acordo com Pinheiro, as mulheres que realizam jummpping, duas vezes por dia, diariamente, terão maior probabilidade de apresentar incontinência urinária quando comparada com a mulher que pratica essa atividade uma vez por dia, três vezes na semana. Ainda de acordo com a fisioterapeuta especialista em Uroginecologia, caminhada, bicicleta e musculação são algumas das atividades que não provocam incontinência urinária.

IDADE

Apesar de a incontinência urinária estar ligada, popularmente, a idade, Pinheiro alerta que esse impacto pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas pode ser mais grave em mulheres com idade avançada. “Elas podem apresentar incontinência urinária com perdas em maior quantidade e mais frequentes”, explicou.

PREVENÇÃO

Segundo Pinheiro, fisioterapia uroginecológica ou pélvica para fortalecimento do assoalho pélvico são alguns dos recursos terapêuticos, que incluem exercícios do assoalho pélvico, eletroestimulação e cones vaginais, para evitar ou prevenir a incontinência urinária. Mas é preciso ressaltar que o tratamento é individual e somente o paciente procurando um profissional especializado poderá saber o mais adequado para ele.

HOMENS COM INCONTINÊNCIA

Pinheiro explica que na mulher a causa da incontinência urinária é multifatorial. Já nos homens, a causa é, na maioria dos casos, um pós-operatório de cirurgias prostáticas. “Quando esses homens pós-operados são submetidos a exercícios provocativos, onde há aumento da pressão intra-abdominal – como na corrida por exemplo-, ele também pode apresentar a incontinência urinária aos esforços”, disse a fisioterapeuta especialista em Uroginecologia.

DESCONFORTO

A prática de atividades físicas pode ser desconfortável e constrangedora para mulheres com incontinência urinária, já que pode levar a inesperados e involuntários episódios de perda de urina. Ao perceberem esses sintomas, muitas mulheres adotam estratégias para evitar a perda de urina durante o decorrer das atividades, tais como:  uso de forros ou absorventes, esvaziamento da bexiga antes de treinamentos e competições, restrição hídrica (bebem menos água) ou até mesmo mudam os exercícios. O problema, porém, é que há casos de mulheres que deixam de praticar exercício físico antes mesmo de procurar um tratamento. É preciso ter ciência de que este problema pode ser resolvido com acompanhamento de profissionais especializados e, então, é possível manter a vida saudável da prática de exercícios sem comprometer a concentração, o desempenho e a execução dos gestos esportivos.

About Bianca Garcia

Co-fundadora do Portal O Rio, Bianca Garcia administra, edita e produz conteúdo para o site e para as redes sociais. Com experiência em jornal impresso e mídia social, a jornalista formada pela FACHA é também graduanda de Letras/Literatura pela UFF e pós-graduanda em Gestão Estratégica da Comunicação pelo IGEC.

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