No Pit Stop

Nesta semana a imprensa publicou notícias que vão fazer com que tenhamos mais atenção na hora de abastecer o carro. Além da elevação do preço da gasolina, que deve começar a valer a partir de 1º de fevereiro, o governo deverá anunciar, também no próximo mês, que o percentual de álcool no combustível aumentará. A decisão para mudar a quantidade, que hoje é de 25% de álcool a cada litro da gasolina, depende de uma reunião que ocorrerá no fim deste mês. Falando neste assunto, é bom lembrar que, no Rio de Janeiro, não vale a pena abastecer o carro com Etanol. A conta só é vantajosa quando o valor do álcool custa menos do que 70% do preço da gasolina. Segundo preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a proporção no Rio de Janeiro está em 78,01%, ou seja, não vale a pena.

A outra notícia, ao contrário das duas anteriores, é boa para o motorista, o carro e o frentista. No último dia 21, entrou em vigor no estado do Rio de Janeiro a Lei 6.964/14, que proíbe funcionários de postos de gasolina de abastecer veículos além do travamento automático da bomba. Ou seja, aquele velho pedido para “encher até a boca” agora é proibido, com multa de 5 mil Ufir (R$ 13.559) para postos que descumprirem a lei. Em caso de reincidência, o valor dobra. Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), o tanque completamente cheio libera benzeno, expondo o frentista a uma substância cancerígena. Além disso, colocar combustível até quase transbordar pode trazer prejuízos para o veículo.

PARABÉNS PARA GM

Até 2018, a General Motors deve investir no país cerca de R$ 6,5 bilhões. Você sabe qual foi o investimento feito na chegada da marca ao país? Há 90 anos, em uma segunda-feira, dia 26 de janeiro de 1925, era registrada no II Tabelionato de São Paulo a Companhia Geral de Motores S.A, com sede na avenida Presidente Wilson, no bairro do Ipiranga. Com investimento inicial equivalente a cerca de US$ 270 mil, nascia ali a General Motors ofBrazil (GMB). Um mês depois seria instalada a linha de montagem, dando início a uma história de sucesso, que conta com cerca de 14 milhões de veículos produzidos no país.

Naquele mesmo ano, em setembro, nascia o primeiro Chevrolet montado no país, um furgão de entregas urbanas. No entanto, a fábrica que conhecemos hoje, em São Caetano do Sul, em São Paulo, só começou a montar veículos três anos depois, em 1928, e foi oficialmente inaugurada em 1930.

Antes da implementação da indústria automobilística nacional, com a chegada de Juscelino Kubitschek à Presidência da República, em 1956, a maioria de nossos veículos era importado e a General Motors do Brasil, com seus Impala, Bel Air e Buick dominava o mercado. Em 1968 foi montado no país o primeiro veículo de passeio da GMB – o Opala. A produção não pararia mais e a fabricante se tornaria uma das gigantes do Brasil.

MERCADO

O ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) continua sem mudanças nas duas primeiras colocações. Até o sábado (24) o Fiat Palio liderava, com 11.334 unidades vendidas, seguido pelo Chevrolet Onix, com 10.469. Os demais integrantes do TOP5 estão bem atrás e muito embolados. O Hyundai HB20 ocupava a terceira posição, com 6.929 unidades, na frente do Volkswagen Gol, que registrou 6.449 unidades comercializadas e do Fiat Uno, com 6.254.

About Sobre carros

Formado em jornalismo em 2005, Vinicius Palermo trabalha desde 2012 como editor em um jornal carioca. Apaixonado pelos automóveis e pelo Flamengo, ama a família e os animais, por quem luta por dias melhores no futuro. Acredita na máxima de plantar o bem para colher o bem.

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