Ricardo Ferreira: “O personagem é que me escolhe”

ricardo-ferreira-atorNa telinha, no telão e nos palcos. Assim é a rotina de Ricardo Ferreira. Com apenas 30 anos, o ator já tem um currículo de sucesso. Ele já atuou em séries, novelas, propagandas e filmes. Atualmente interpreta o Virgulino na novela Vitória, da Rede Record, e pode ser visto nos cinemas com sua brilhante participação no filme Tim Maia. O ator, que também é um dos responsáveis pelo espetáculo de comédia Impromédia (que já foi matéria no Portal O Rio), conversou exclusivamente com a nossa equipe de reportagem.

Confira a entrevista com Ricardo Ferreira:

Quando e como descobriu seu talento para ator?
Costumo dizer que aprendi em casa. Minha mãe é professora de literatura, gramática, redação. Cresci em meio de livros, fábulas, lendas, música. E com o tempo fui exercitando. No colégio existia um curso de teatro e me inscrevi. Fui gostando e hoje estou aqui.

Fez cursos? Onde?
Fiz alguns cursos livres de teatro. De formação, sou bacharel em Cinema e docente em Artes para o ensino fundamental e médio. Sou ator por tempo de trabalho.

Fale sobre seus principais trabalhos…
Esse ano, em especial, conquistei alguns personagens que me exercitaram como ator. Estou no ar como Virgulino Aparecido, em Vitória na Record. Há alguns meses foi ao ar a série A Segunda Vez, no Multishow, onde tive o prazer de dar vida ao Amaral. Está nas telonas do país o filme Tim Maia, onde também faço uma participação. Além de estar rodando com o espetáculo Impromédia – seleção de jogos, esquetes, stan-up comedy, música e risada, com direção do Casseta Cláudio Manoel.

Atualmente você interpreta um nordestino homossexual na televisão. Como foi a preparação do personagem?

Tive uma felicidade enorme, pois a Record me ofereceu dois excelentes profissionais, a Drª Vanessa Pedrosa, fonoaudióloga que me ajudou a encontrar o tom, o volume, o sotaque de Virgulino. E o preparador de elenco sensacional, Ronaldo Nogueira, que me orientou com o tempo, com o corpo, com a ação de Virgulino. Além, claro do figurino, da caracterização, maquiagem, cabelo, acessórios. Tudo influencia.

Qual foi o papel mais desafiador na sua carreira?
Tem sido o Virgulino, pois é um personagem rico, forte. Ele tem características muito marcantes e isso precisa ser natural. Eu conheci inúmeros “tipos” de homossexuais para poder colocar um pouco de cada no Virgulino. Assisti a filmes, fui a boates gays, fiz laboratório. E para compor o nordestino também. Assisti a alguns filmes, dentre eles, Cine Holliúdy, que é todo falado em “cearensês”, fui à Feira de São Cristóvão, no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, e trabalhei o sotaque.

Que tipo de personagem gostaria de interpretar?
Não tenho esse tipo de preferência. Sou do que vem. Eu não escolho o personagem, o personagem é que me escolhe. Sou muito feliz e grato por todos que eu já dei vida e a todos que ainda darei. Cada personagem te afeta em um lugar diferente. Cada construção é uma redescoberta.

Entre cinema, teatro e televisão, há alguma preferência?
Também não. Tive a oportunidade de trabalhar nos três e cada um tem algo especial. A magia do cinema é contagiante. Mas estar no palco e trocar energia com a plateia também é muito bom. E estar na casa de milhares de pessoas todas as noites e fazer parte da história delas, também tem a sua importância. Eu prefiro atuar. Sempre!

Quais suas influências?
Eu curto muita coisa. Ultimamente tenho feio um trabalho maior com comédia e vou sempre beber na fonte. Filmes do Chaplin e vídeos do Chespirito nunca faltam em casa. (risos)

Para você, qual a grande atriz e ator brasileiros?
É muito difícil escolher um (a) grande. Temos tantos talentos surgindo. Temos outros consolidando carreiras internacionais. Têm outros tão bons quanto, que ainda não foram “descobertos” pela mídia. Galera que viaja o país e o mundo levando teatro e circo aos lugares. É óbvio que destacamos alguns, mas não quero ser injusto ao escrever apenas um nome.

Você dá aulas de teatro?
Trabalhei um tempo em sala de aula. Trabalhei com cursos, oficinas e workshops. No momento não estou com essas atividades, mas, certamente, voltarei com elas.

Fale sobre seus projetos futuros…
Projetos ainda são projetos (risos). Mas faço parte do grupo de humor Impromédia e estamos analisando pautas para a agenda de 2015. Além de estar no ar com Vitória, que vai até o próximo ano.

O ator, que foi muito simpático, ainda disse : “Agradeço o carinho da galera do Portal O Rio e desejo muita luz na estrada. Uma equipe profissional. Um trabalho bacana. Uma postura interessante. Vida longa!”

About Juliana Torres

Co-fundadora do Portal O Rio, Juliana Torres administra, edita e produz conteúdo para o site e para as redes sociais. A jornalista, que é pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação, já passou por assessorias de comunicação e redações de jornais impressos.

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