Questão de nome

Apesar de eu ainda não ter passado por essa magnífica experiência, um tanto quanto inexplicável, um dos momentos mais gostosos da gravidez é a escolha do nome do filho que está para chegar. Com o carro, podem acreditar, acontece a mesma coisa. O nome que o modelo adotará no país que está sendo lançado é estudado durante meses e pode variar de lugar para lugar, para se adaptar a cultura local.

Gol. A força do nome do carro da Volkswagen é tanta que chega a ter mais peso do que a própria origem do batismo. Com traços que lembravam o Golf da época, o campeão de vendas lançado por aqui em 1980 foi batizado com um nome que fazia referência ao esporte do brasileiro – o futebol. Hoje, 34 anos depois, muitos pensam no carro antes de bola nas redes ao ouvir a palavra Gol.

A Volkswagen tem outras escolhas curiosas ao batizar seus veículos no Brasil, além do surgimento do nome do Fusca, que já falamos aqui na coluna em outra oportunidade. Dois carros vendidos por aqui foram batizados com nome de cidades, em um misto de homenagem e uso de nome já conhecido do vocabulário. Brasília, lançada em 1973, recebeu o nome da capital federal. A marca queria passar a ideia de beleza e modernidade presentes no modelo e na cidade. Em 1982, sai Brasília e entra Parati. A perua derivada do VW Gol receberia o nome da histórica cidade do Rio de Janeiro, com economia voltada para o turismo. Bem adequado para o batismo de um modelo perua, não?

As curiosidades aumentam ainda mais quando o carro é comercializado em vários países e em cada um desses recebe um nome diferente. Em muitas ocasiões é feita uma verdadeira salada de frutas. Você conhece o Fiat Duna? Jogue no nosso amigo Google e vai ver que conhece e muito bem! Na segunda metade dos anos 1980, a Fiat começou a exportar o sedã pequeno Prêmio com o nome de Duna. Um de seus mercados mais fortes era a Argentina e não era incomum, principalmente no sul do Brasil, ver um Prêmio e um Duna parados lado a lado. Situação semelhante ocorreu com o Volkswagen Voyage, fabricado no Brasil e exportado com o nome de Fox.

O que você pensa quando falamos no nome Dodge RAM? Quem conhece um pouco mais imaginará uma picape robusta. Quem só conhece a marca logo lembrará dos carros beberrões. Pois bem, como uma das primeiras ações após a incorporação da marca Chrysler ao seu grupo, a Fiat começou há alguns meses a exportar para o México a Fiat Strada, picape pequena líder de mercado no Brasil. E ela chega por lá com o nome de Dodge RAM 700, para dividir mercado com a Chevrolet Tornado, Montana para os brasileiros. Já a Volkswagen vende por lá a Saveiro com o mesmo nome.

Agradeço à minha esposa a sugestão do tema. Conhece outros casos de batizados curiosos? Comente por aqui.

MERCADO

O que vinha se desenhando finalmente se concretizou. O Fiat Palio enfim assumiu a liderança do ranking anual Fenabrave de autos. Com as 11.003 unidades vendidas até agora neste mês, o carro da fabricante italiana chega ao número de 156.389 carros comercializados no ano. Ele ultrapassou o Volkswagen Gol, que com 8.603 unidades vendidas neste mês, totaliza 155.786 no ano.

No ranking do mês, o Chevrolet Onix, com 10.791, segue em segundo, atrás do Fiat Palio e na frente do Volkswagen Gol. O quarto lugar é do Fiat Uno, com 8.532 unidades vendidas. Quem completa o TOP5 é o Hyundai HB20, com 8.035. O destaque da semana vai para o Chevrolet Cruze Sedan, que com 2.827 carros comercializados no mês, alcançou sua melhor marca no ano.

 

 

 

 

 

 

About Sobre carros

Formado em jornalismo em 2005, Vinicius Palermo trabalha desde 2012 como editor em um jornal carioca. Apaixonado pelos automóveis e pelo Flamengo, ama a família e os animais, por quem luta por dias melhores no futuro. Acredita na máxima de plantar o bem para colher o bem.

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