Mente aberta

Na última 5ª feira, estreou em cinemas nacionais o novo longa do famoso anime “Os Cavaleiros do Zodíaco”. Intitulado “A Lenda do Santuário”, o filme é uma homenagem ao “pai” dos cavaleiros, o mundialmente famoso Masami Kurumada. No longa, pela primeira vez feito totalmente em computação gráfica, é contada a história mais famosa da série, a “Saga das 12 casas”. Tudo muito bacana e nostálgico. Mas o feedback dos fãs nas redes sociais foi, no mínimo, péssimo.

Eu sempre fui fã do anime. As aventuras de Seya, Saori e seus amigos sempre se fizeram presentes na minha infância e até hoje me pego vendo alguns capítulos e jogando jogos com a temática da série. Fui ao cinema assisti-lo de mente aberta, sabendo de todas as mudanças que foram feitas. Fora isso, o fato de que condensar 73 episódios em pouco mais de 1 hora e 30 minutos de filme é extremamente difícil e até injusto.

Na saída do cinema, vi muitos que estavam na mesma sala que eu reclamando, “revoltados” com o que viram. Eu juro que tentei entender o motivo de tanta raiva desmedida. O longa é divertido, os elementos clássicos estão lá. As personalidades dos cavaleiros, algo sempre muito marcante no anime, se fazem presente no máximo possível. Até a cena com o Máscara da Morte (Cavaleiro de ouro de Câncer) que tantos reclamaram, eu achei divertida. Óbvio, todo o cinismo e ironia do mesmo foram elevados ao extremo e acho sinceramente que muita gente não entendeu por esse lado.

O que eu pensei disso tudo é que as pessoas devem ter a mente mais aberta para com seus filmes/séries/desenhos favoritos. O longa nunca teve a pretensão de ser absolutamente fiel ao original, visto que era uma releitura (e isso sempre foi dito). Muitos foram ao cinema achando que veriam exatamente o mesmo anime quando tinham 14, 13 anos de idade na extinta TV Manchete e com isso se decepcionaram. Eu fui com a mente aberta e gostei bastante. Me diverti, fiquei feliz com as referências à série antiga e curti todo o clima. Vale a experiência.

E se você não gosta que mexam nos seus clássicos, nem perca seu tempo. Fique com sua mente trancada à 7 chaves.

 

 

 

About De olho na 7ª arte

Jonathan Miranda é carioca, mas não gosta de praia e ama frio. Criador e gestor do portal PlayStorm, jornalista por formação, amante da 7ª arte e apavorado por estar chegando aos 30 anos.

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