Fora de Hollywood

A Vida é Bela (Foto: Reprodução Internet)
A Vida é Bela (Foto: Reprodução Internet)

Quando falamos de cinema, 99% das pessoas pensam em Hollywood. Nada mais justo, afinal, a maioria das produções vem de lá. De drama à comédia, temos toda uma sorte de filmes provenientes da “fábrica dos sonhos”, localizada em Los Angeles.

Faz algum tempo que resolvi ampliar meus horizontes, voltando meus olhos principalmente para a Europa. Itália, França, Alemanha, Inglaterra… Grandes escolas da 7ª arte, muitas vezes vistas com certo receio por alguns, começaram a chamar minha atenção. O passo inicial foi dado com “A vida é bela”, filme italiano de 1997 vencedor de três prêmios Oscar: Melhor filme, melhor ator (Roberto Begnini, fantástico) e melhor trilha sonora. Segui procurando outros bons títulos e encontrei Carne Tremula (1997), Cinema Paradiso (1988), Tudo sobre minha mãe (1999) e o premiadíssimo Quem quer ser um milionário (2008).

Dentre dezenas de filmes europeus que assisti ao longo desses anos, o que mais me chamou atenção foi o francês “O Escafandro e a Borboleta” (2007). Com quatro indicações ao Oscar e dois Globos de Ouro conquistados, não era um “tiro no escuro” quando fui assisti-lo no cinema. O filme é baseado na história real do editor da revista de moda “Elle” francesa, Jean-Dominique Bauby que, em 1995 e aos 43 anos de idade, sofreu um derrame o qual deixou todo seu corpo paralisado, exceto pelo seu olho esquerdo. A ótica do filme é, durante boa parte, vista pelo olho esquerdo funcional de Jean (interpretado brilhantemente por Mathieu Amalric), fazendo com que a imersão na história seja imensa. A emoção passada pela narrativa é muito forte mas sem em nenhum momento soar forçada. A ideia é passada com uma naturalidade tão grande que você facilmente se envolve no drama de Jean e no relacionamento que ele desenvolve com sua enfermeira, interpretada de forma sutil e excelente por Marie Josée Croze.

Então amigos, fica a dica de um amante de cinema (assim como vocês): deem uma chance para o cinema Europeu, principalmente para os filmes que citei por aqui. Certeza de um bom divertimento e, em alguns casos, lágrimas de emoção.

*Foto da capa: “O Escafandro e a Borboleta” (Reprodução Internet)

About De olho na 7ª arte

Jonathan Miranda é carioca, mas não gosta de praia e ama frio. Criador e gestor do portal PlayStorm, jornalista por formação, amante da 7ª arte e apavorado por estar chegando aos 30 anos.

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