Bonito, mas raro

 

É difícil encontrar um 208 nas ruas (Fotos: Reprodução Internet)
É difícil encontrar um 208 nas ruas (Fotos: Reprodução Internet)

Em janeiro de 2013, o grupo PSA Peugeot Citroën realizou um super evento em sua fábrica em Porto Real, no sul do estado, para anunciar o início da produção do Peugeot 208 no país. Foram investidos R$ 800 milhões na planta industrial e no desenvolvimento do modelo que havia sido lançado há pouco tempo na Europa. O grupo apostou alto no sucesso do carro. Atendendo a pedidos de mais um leitor da coluna, é sobre o Peugeot 208 que vamos falar hoje.

Mais de um ano e meio depois do lançamento, é raro toparmos com algum 208 na rua. Muitos podem argumentar dizendo que a ausência de uma versão com motor 1.0 tira o modelo da briga pelo topo, mas o carro vende menos (e muito menos) que o seu irmão C3, com quem divide a mesma plataforma. Desde quando foi lançado, o 208 só ultrapassou a marca das 3 mil unidades vendidas mensais uma vez, em janeiro deste ano. Em agosto, foram apenas 1.798 unidades comercializadas, totalizando 16.260 no ano. É claro que seria difícil um carro que habita a faixa dos R$50 mil vender que nem água, mas surpreende o fato de um carro com um design novo, com o investimento que foi feito, vender menos que o “velho” e “questionado” Fiat Punto.

Com motor 1.5L de 93 CV, a versão Active, a mais barata do modelo, é anunciada no site da marca por R$ 42.290. O carro vem de fábrica com ar condicionado, direção elétrica e vidros elétricos dianteiros, além de outros itens. A versão mais cara, Griffe, com motor 1.6L, de 122 CV, parte de R$ 55.490 e entrega mimos dignos de compacto premium. A versão automática parte de R$58 mil.

Em testes realizados pela Quatro Rodas, a versão Griffe 1.6L apresentou média de consumo de 8.3 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada, o que não é ruim. Comparativos mostram, no entanto, que o carro fica para trás em relação a outras opções do mercado por causa de seu câmbio (trocas muito longas) e do desempenho de seu motor. Ele poderia andar mais! Acabamento e conforto o carro entrega, além de contar com uma boa distância entre eixos (2.588mm), o que é importante nesta categoria.

Resumindo, o carro pode ser uma boa opção se você gosta de exclusividade, de ter um carro diferente, que não é encontrado parado em qualquer esquina. No entanto em uma futura troca do veículo na concessionária você pode ser obrigado a ouvir do vendedor que não tem muita gente interessada naquele carro e outras coisitas mais. Acho que a fama dos problemas de peças relacionados ao antigo 206 fizeram mal à Peugeot, e contribuem também para o número não tão satisfatório de vendas, mas não acredito que volte a acontecer.

Como já falei por aqui, a melhor forma de comprar um carro é selecionar três modelos que mais agradam e ir a fundo na pesquisa sobre eles, se inscrevendo em fóruns do modelo na internet, lendo comparativos de diferentes jornais, sites e revistas e realizando test drive. Para quem está interessado no Peugeot 208, é bom ficar de olho no New Fiesta e no HB20 Premium. Lembre-se: Carro é um investimento que se desvaloriza a cada quilômetro rodado, portanto é preciso que você seja apaixonado pelo seu.

MERCADO

O mês de setembro chega à metade com o Fiat Palio abrindo vantagem sobre o VW Gol. Segundo o ranking Fenabrave de autos, até sábado (13-09) tinham sido registradas 6.896 vendas do modelo da Fiat, contra 5.515 do VW Gol. Em terceiro, colado no carro da Volks, está o GM Onix, com 5.440 unidades vendidas. O Hyundai HB20 completa o TOP5, com 4.464 unidades comercializadas.

Tema de nossa última coluna, o Ford Ka já começa a mostrar que veio para brigar lá em cima. Recém lançado, ainda chegando nas concessionárias, o modelo já registra 2.521 unidades vendidas, quase o que vendeu o VW UP (2.747), que tem mais tempo de mercado. O outro destaque é para o segmento de comerciais leve. A Fiat Strada, com 6.189 unidades vendidas em setembro é o segundo carro mais vendido do país. A fábrica italiana faz a festa no mercado brasileiro.

About Sobre carros

Formado em jornalismo em 2005, Vinicius Palermo trabalha desde 2012 como editor em um jornal carioca. Apaixonado pelos automóveis e pelo Flamengo, ama a família e os animais, por quem luta por dias melhores no futuro. Acredita na máxima de plantar o bem para colher o bem.

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